Sejam Bem Vindos!!

"E se não morreram, viveram felizes até hoje, diz o conto de fadas. O Conto de fadas, que ainda hoje é o primeiro conselheiro das crianças, porque foi outrora o primeiro da humanidade, permanece vivo, em segredo, na narrativa. O primeiro narrador verdadeiro é e continua sendo os contos de fadas." (Walter Benjamin)

terça-feira, 23 de junho de 2015

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS - BIBLIOTECA CENTRAL HORTOLÂNDIA

Em junho, fui convidada a encantar histórias na Biblioteca Terezinha França de Mendonça Duarte " Biblioteca Central" de Hortolândia. O evento de visita à Biblioteca foi para os alunos do ensino fundamental da EMF Village Ghiraldelli. Teve narrativas e mediação de leitura! Que bons momentos com os livros! 


Aquecimento para ouvir Histórias

É um Pato ou é um Coelho?


A Biblioteca é um lugar sagrado, mas é muito divertido também!! 

De olho na história! 

Quem acha que é pato levanta a mão !

Leitura Mediada é assim!!


Nani e o Bibliotecário Rafael A. Silva

domingo, 7 de junho de 2015

Agenda da Nani - FNAC Campinas - junho 2015

Olá, 

Em junho, as Histórias continuam à todo vapor no Espaço Kids da livraria Fnac em Campinas. 
Cada semana levo uma história diferente, um livro novo e um bate papo pra lá de interessante com as crianças mais antenadas que estão sempre em busca da boa novidade. 

Espero vocês lá!! 

terça-feira, 31 de março de 2015

Educar é difícil mas é doce

Neste último dia 25 de março Nani e João Crisóstomo juntaram as vozes no projeto "Educar é difícil, mas é doce". A primeira Escola foi a Municipal Anália Oliveira Nascimento, Bairro Bom Retiro, Sumaré - SP.


As crianças que vivem em nosso tempo estão em sofrimento. Vemos crianças sofrendo de depressão, agressividade, transtornos de atenção. Na maioria das vezes, quando pais e professores não conseguem lidar com a criança, ela é considerada um problema. Então algumas são medicamentadas com drogas que amordaçam a sua criatividade e as tornam dependentes. Às vezes elas tem de frequentar inúmeras sessões de psicoterapia que cristalizam os seus sintomas, ou quando não elas são desinvestidas, ou seja, são desacreditadas em suas capacidades e acabam por não desenvolver suas potencialidades. 
Segundo a psicanálise de Maud Manoni e Francoise Dolto, a criança que sofre é sintoma dos pais, ou seja, deve-se em primeiro lugar ajudar os pais para que o filho deixe o sofrimento e ganhe autonomia. Nesse sentido, criamos essa palestra a fim de abrir a discussão no espaço escolar, para pensarmos o mundo que é oferecido às nossas crianças. A qualidade do relacionamento dos pais e dos adultos que assistem à criança incide em sua formação psíquica. Além disso é preciso pensar que nossas crianças estão expostas a altas doses de erotização pela mídia e que iniciam no ciclo vicioso do consumismo cada vez mais cedo e tudo isso sem limites, pois não sabemos mais conduzir esse barco. Mas, não podemos correr o risco de fazer experiência com as crianças. Em todo os lugares do mundo elas estão passando por isso. Elas tem o direito de crescerem saudáveis e preparadas para viver autonomamente no mundo, seguindo seus sonhos de realização. E tem o direito de ter um infância digna de ser lembrada saudosamente quando forem adultos. 
É grande o conflito entre a escola e os pais. No meio disso tudo, quem deve educar a criança? A família ou a escola? Nesse jogo de quem é a responsabilidade, quem sofre é a criança. Então o que fazer? Quem vai resolver? É como o momento da história de Claúdio Thebas, quando a mãe desabafa: "Será que ninguém nessa casa vai tomar alguma atitude?". 
Compreender um pouco sobre o narcisismo dos pais dos dias atuais, a culpa sentida por passarem muito tempo longe dos filhos, e a grande diversidade de formas de se terceirizar a educação dos filhos é essencial para identificarmos alguns pontos que devemos melhorar como adultos responsáveis pelas nossas crianças. Claro que alguns problemas estão bem além dessa exposição deste blog, ultrapassando a fronteira do familiar, indo para problemas da estrutura social, de falta de políticas, da grande injustiça para com a função do professor que é mal remunerado e sem reconhecimento, somado a isso a ideologia consumista que deturpa e destrói aos poucos o lugar de excelência na educação dos filhos que é o lar. 
Então, nessa história entrei com Filosofia, Psicanálise e a brilhante História do Menino que Chovia, junto com as palavras de meu amigo João que é um palestrante iluminado, já bem conhecido na comunidade de Sumaré, Hortolândia, Chile, Argentina, Espanha e acho que todo lugar do mundo, iniciamos esse projeto de cidadania em benefício das crianças que não são problemas. Elas só querem crescer em graça e sabedoria. 

Por: Elaine Cristina Villalba de Moraes

Abaixo, alguns momentos desse evento que contou com a participação de pais, filhos, professores e alunos da Escola.  

Menino que chove é menino que sofre.

Vereador Populina, Prof.João, Profª. Silvanira, Dra. Paula e Nani 

Levar a luz com palavras é dever de Filósofo.

A arte de ser pais. 

O público presente muito atento!


domingo, 29 de março de 2015

Contação de Histórias - I Seminário sobre o Bordado Unicamp


 Em novembro do ano passado, o desafio para essa contadora de histórias foi contar histórias das bordadeiras das Oficinas Motivacionais do Bordado no I Seminário sobre o Bordado da Unicamp. Elas me fizeram um lindo vestido bordado para esse momento e eu bordei com linha de palavras e rimas uma homenagem a todas as Bordadeiras do Brasil. Pois eu também me considero uma bordadeira ou uma arteira. Já bordei toalhinhas de mesa, toalhas de lavabo, quadrinhos para decorar o quarto dos meus bebês, já fiz crochê, tricô, pintei guardanapos e ainda costurei vestidos e outras coisas que eu inventei... Tudo isso graças a minha linda tia Clô que me ensinou os primeiros pontinhos. Ela me inspirou nas artes manuais fazendo tudo no maior capricho e ainda por cima com muito amor! Então, desde os nove anos de idade, com agulha tesoura e linha eu fazia tudo de crochê e paninho, vestindo as minhas bonecas, depois pro meu enxoval, dos meus filhos também... Mas hoje quase não faço nada com as linhas, pois agora ando bordando mais com palavras.  

Vídeo - Youtube
No vídeo ao lado é possível conferir esse momento de pura emoção ao cantar  "O Hino das Bordadeiras" de minha autoria. O público cantou junto comigo, mas infelizmente a gravação do áudio não registrou. Logo em seguida uma das histórias que mais gosto de contar, "Fátima Fiandeira" inspirada na versão de Regina Machado. O final dessa história eu modifiquei para representar a força da mulher brasileira e ainda mostrar o valor do trabalho das rendeiras, bordadeiras e costureiras.  

Nani e Phelipe tocando hang
Vibrante foi poder contar com um músico incrível que toca Hang, um instrumento raro. Phelipe Angnelli do DRUMPOI fez o fundo musical do conto que narrei e tudo isso pode ser conferido nesse vídeo. Como promessa, faremos novos arranjos de histórias ao som do Hang. 

" Oficinas Motivacionais de Bordado da Unicamp" é um projeto coordenado por Tereza Barreto no PREAC da Unicamp. Esse evento reuniu mais de quatrocentos participantes vindos de todos os pontos do Brasil, a grande maioria mulheres ligadas às artes de linha e agulha. A atividade do bordado representa hoje no País um incrível negócio do qual dependem a economia de muitas cidades e regiões. Além disso, é importante que o meio acadêmico não perca de vista a faceta social e psicológica que gira em torno dessas artes. 
Painel Bordado em exposição no Seminário
"O menino gostava mais do vazio do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores e até infinitos..."
A tradição é uma questão social, pois não se aprende essa arte na universidade e no entanto ela perdura e gira empregos, atravessa fronteiras e gera economia. É a arte da mulher brasileira que encanta e traz desenvolvimento com criatividade.  

Alguns momentos desse dia especial!!

Phelipe e Nani no vestido bordado

O sorriso que mais gosto após o meu trabalho. 
Bordadeira e Nani 
Nani entre duas bordadeiras idealizadoras do vestido que uso.
à direita Tereza Barreto.

Para conhecer as músicas de Phelipe Angnelli- DRUMPOI - clique na foto 






Por: Elaine Cristina Villalba de Moraes